Dra. Sílvia Dionísio

Cirurgia das Glândulas Salivares

Parótida, submandibular, sublingual, glândulas minor

O que é?

A cirurgia das glândulas salivares é realizada para tratar patologias que afetam essas glândulas, que são responsáveis pela produção de saliva. As glândulas salivares principais são:

  • Parótida: A maior glândula salivar, localizada à frente da orelha.
  • Submandibular: Localizada abaixo da mandíbula.
  • Sublingual: Localizada abaixo da língua.
  • Glândulas menores: Pequenas glândulas espalhadas pela boca.

As patologias que envolvem estas glândulas podem ser cálculos salivares (pedras nas glândulas), infeção aguda,  infeções crónicas, estenoses (“estreitamento”) dos ductos salivares ou tumores benignos ou malignos. Dependendo do tipo de patologia, a cirurgia pode envolver a remoção da glândula inteira ou de uma parte dela, remoção de tumores ou cálculos ou sialoandoscopia.

No caso de tumores malignos é realizado um estudo pré-operatório mais alargado para estadiamento e a decisão do tratamento é feito em Consulta de Grupo de Oncologia de Cabeça e Pescoço, podendo variar de caso para caso. O ideal é que seja orientado com brevidade para o melhor tratamento possível que irá depender da localização, estado geral do doente e estadiamento da doença, etc.

Como é a Cirurgia?

A cirurgia pode ser realizada de diferentes formas, dependendo da glândula envolvida e da gravidade do problema:

  • Glândula Parótida: A cirurgia pode envolver a remoção de tumores e, em casos mais graves, a remoção total ou parcial da glândula. A incisão é geralmente feita na frente da orelha com extensão cervical, sempre de forma a reduzir a visibilidade da cicatriz.
  • Glândula Submandibular: Em casos de cálculos ou tumores, a cirurgia envolve a remoção da glândula ou desta com o tumor. A incisão é geralmente feita sob a mandíbula, onde a cicatriz é menos visível.
  • Glândula Sublingual: Esta cirurgia pode ser feita através de uma incisão sublingual.
  • Glândulas Menores: A remoção de glândulas menores ou de cálculos pode ser feita com incisões muito pequenas, dentro da boca, sem necessidade de cicatrizes externas.

Casos

Exérese de um tumor da glândula parótida com preservação do nervo facial
Exérese de um tumor da glândula parótida com preservação do nervo facial

Considerando que o tipo de cirurgia depende da patologia e da glândula envolvida, o ideal será agendar uma consulta para obter informações sobre o tratamento mais adequado para o seu caso, a via de abordagem, os riscos associados e os cuidados pós-operatórios necessários.